Parcerias entre marcas: como fazer cobranding e ações conjuntas
Duas lojas pequenas com o mesmo público valem mais juntas. Veja como achar parceiros complementares, montar a proposta, executar a ação e medir quem trouxe cada venda.
Neste artigo
- O que são parcerias entre marcas e cobranding
- Seis tipos de ação conjunta
- Como encontrar o parceiro certo
- Como fazer a proposta
- O que combinar antes de começar
- Como executar a ação na loja
- Como medir quem trouxe cada venda
- Riscos e como evitá-los
- Como o Hotel das Lojas ajuda nas ações conjuntas
- Conclusão: some audiências, não custos
Imagine uma pequena torrefação de café especial e um ateliê de canecas de cerâmica feitas à mão. Os dois vendem online, os dois têm algumas centenas de clientes fiéis e os dois atendem exatamente o mesmo tipo de pessoa: alguém que transforma o café da manhã em um ritual. Separados, cada um disputa atenção com um orçamento pequeno. Juntos, lançam uma caixa de presente com um pacote de café e uma caneca exclusiva, divulgam para as duas bases e, de repente, cada marca é apresentada a centenas de clientes ideais que não conhecia. Isso é o poder das parcerias entre marcas.
Para lojas virtuais pequenas, parceria é uma das formas mais eficientes de crescer a audiência sem pagar anúncio. Você troca acesso a público, não dinheiro. Mas parceria mal escolhida ou mal combinada gera desgaste, confusão na entrega e discussão sobre quem vendeu o quê.
Neste guia você vai ver os tipos de ação conjunta, como escolher o parceiro, como fazer a proposta, o que combinar antes e como medir o resultado de cada lado, com as ferramentas que o Hotel das Lojas oferece para executar tudo.
O que são parcerias entre marcas e cobranding
Parceria entre marcas é qualquer ação em que dois ou mais negócios unem esforços para atingir um objetivo comum, geralmente alcançar novos clientes. O cobranding é a forma mais profunda dessa parceria: um produto ou coleção que leva o nome das duas marcas.
O princípio é simples. Cada marca construiu confiança com o seu público. Quando ela recomenda a outra, empresta essa confiança. O cliente do ateliê, que nunca ouviu falar da torrefação, passa a considerá-la porque a marca em que ele confia apontou o caminho.
Seis tipos de ação conjunta
Nem toda parceria precisa de um produto novo. Veja as opções, da mais simples para a mais complexa:
- Troca de cupons: cada loja coloca um cupom da outra no pacote ou no e-mail pós-compra.
- Conteúdo conjunto: uma live, um post colaborativo ou um guia que mostra os produtos das duas marcas.
- Sorteio conjunto: um prêmio com produtos das duas lojas, com regra de seguir as duas marcas.
- Kit ou caixa de presente: produtos das duas marcas vendidos juntos, com preço próprio.
- Brinde cruzado: quem compra em uma loja ganha um produto pequeno da outra.
- Coleção em cobranding: um produto criado em conjunto, com a identidade das duas marcas.
Para uma primeira parceria, comece pelas três primeiras. Elas exigem pouca operação e mostram rapidamente se o público de uma marca se interessa pela outra.
Parcerias com criadores de conteúdo
Pequenos criadores de conteúdo também podem ser parceiros, e não apenas anunciantes pagos. Uma pessoa com poucos milhares de seguidores muito engajados, que fala de um tema ligado ao seu produto, pode criar com a loja uma edição especial, uma seleção assinada ou um kit com o nome dela. Em vez de pagar um valor fixo por post, você oferece uma porcentagem das vendas feitas com o cupom dela. Assim, o criador ganha quando vende, a loja só paga pelo resultado e o público recebe uma recomendação que parece conversa, não propaganda.
Como encontrar o parceiro certo
O parceiro ideal atende o mesmo cliente com um produto diferente e complementar. Se o produto concorre com o seu, não é parceria, é ajudar o concorrente. Se o público é muito diferente, a ação não converte.
Onde procurar
- Nos perfis que os seus clientes mais seguem nas redes.
- Nas feiras e eventos onde você expõe.
- Entre fornecedores e marcas que você já usa e admira.
- Nas lojas que os seus clientes citam no atendimento.
Critérios de escolha
| Critério | O que observar | Sinal de alerta |
|---|---|---|
| Público | Mesmo perfil de cliente, mesma faixa de preço | Público muito mais jovem, mais velho ou de outro poder de compra |
| Produto | Complementa o seu, faz sentido junto | Concorre diretamente com algo que você vende |
| Tamanho | Audiência e vendas em escala parecida | Um lado vai entregar muito mais que o outro |
| Valores | Qualidade, atendimento e estilo coerentes | Reclamações frequentes, atrasos, polêmicas |
| Operação | Consegue cumprir prazos e responder rápido | Demora dias para responder mensagens |
Antes de propor, compre na loja do parceiro. A experiência como cliente diz mais sobre a operação dele do que qualquer conversa.
Como fazer a proposta
Proposta boa é curta, específica e mostra o ganho para o outro lado primeiro. Evite mensagens genéricas como "vamos fazer uma parceria?". Veja um modelo:
Olá, Ana! Sou a Júlia, da torrefação X. Acompanho o ateliê há um tempo e percebi que nossos clientes são muito parecidos: gente que leva o café a sério. Pensei em uma caixa para o Dia dos Pais com um café nosso e uma caneca sua, vendida nas duas lojas e divulgada para as duas bases. Posso te mandar um rascunho com preço, divisão e prazos?
Repare que a proposta mostra que você conhece o parceiro, explica por que o público combina, sugere uma ação concreta com data e pede um próximo passo pequeno.
Quando a outra marca responder com interesse, leve para a conversa um rascunho de uma página: a ação proposta, o público estimado de cada lado, os produtos envolvidos, o preço sugerido, a divisão e um calendário com as datas de divulgação. Mostrar que você já pensou na operação passa segurança e acelera a decisão. Esteja aberto a ajustes: o parceiro pode conhecer limitações de produção ou de estoque que mudam o formato ideal.
O que combinar antes de começar
A maioria das parcerias que dão errado falha por falta de acordo, não por falta de vendas. Coloque por escrito, mesmo que seja em uma troca de e-mails:
- Objetivo: o que cada marca quer, como novos clientes, vendas ou seguidores.
- Formato: qual ação, quais produtos, quantas unidades.
- Quem vende e quem entrega: uma só loja vende o kit ou as duas vendem? Quem embala e despacha?
- Preço e divisão: quanto cada uma recebe por unidade, e quando o repasse acontece.
- Divulgação: quantos posts, e-mails e stories cada lado faz, e em que datas.
- Uso de imagem e marca: o que cada um pode usar do outro e por quanto tempo.
- Atendimento e trocas: quem atende o cliente se houver problema com cada produto.
- Encerramento: data de fim e o que acontece com o estoque que sobrar.
Exemplo de divisão de um kit
A caixa de presente custa R$ 149. O café custa à torrefação R$ 25 e a caneca custa ao ateliê R$ 35. A caixa e o cartão custam R$ 12. A torrefação vende o kit na loja dela, despacha e paga a taxa de pagamento de R$ 7. A margem que sobra, de R$ 70, pode ser dividida meio a meio: o ateliê recebe R$ 35 mais o custo da caneca, R$ 70 por unidade. Os números são de exemplo; o importante é que a conta seja feita antes do lançamento e aceita pelos dois lados.
Como executar a ação na loja
Com o acordo fechado, chega a hora de colocar a ação no ar. Algumas ferramentas tornam isso muito mais simples:
- Kit com preço próprio: cadastre a caixa como um produto único usando kits de produtos, com estoque controlado.
- Compra combinada: se cada loja vende seus próprios itens, o aplicativo compre junto oferece desconto para quem leva produtos combinados.
- Brinde cruzado: o brinde por produto entrega um item do parceiro para quem compra produtos específicos.
- Cupons exclusivos: crie cupons de valor ou porcentagem diferentes para cada parceiro divulgar.
- Divulgação offline: o QR Code da loja impresso no cartão que vai dentro do pacote do parceiro leva o novo cliente direto para a sua loja.
O tutorial de aplicativos de vendas explica como ativar compre junto, brindes, cartão-presente e limitação de compra no painel.
Como medir quem trouxe cada venda
Medir é o que transforma uma ação simpática em uma estratégia que pode ser repetida. E é o que evita a sensação de que um lado se esforçou mais que o outro.
Cupons com nome do parceiro
Crie um cupom para cada lado divulgar, como ATELIE10 e TORRA10. No fim da ação, o relatório de cupons mostra quantas vendas cada código gerou. O passo a passo de como criar cupons de desconto mostra como limitar validade e quantidade de usos.
Links com UTM
Use links com parâmetros de campanha diferentes para cada parceiro. Assim o Google Analytics mostra quantas visitas e compras vieram de cada divulgação.
Etiquetas nos clientes
Marque com uma etiqueta os clientes que compraram pela parceria. Na ficha de clientes da loja com etiquetas e segmentos, você acompanha depois se esses novos clientes voltaram a comprar. Esse é o verdadeiro valor da parceria: não a venda do kit, mas os clientes que ficaram.
Uma reunião de fechamento
Uma semana depois do fim da ação, marque uma conversa curta com o parceiro. Compartilhem os números de cada lado: vendas por cupom, visitas por link, novos seguidores e novos clientes. Conversem sobre o que funcionou e o que deu trabalho. Se o resultado foi bom para os dois, já deixem a próxima ação esboçada, talvez em outra data comemorativa. Parcerias que se repetem ficam mais fortes a cada edição, porque o público passa a esperar pela colaboração.
Riscos e como evitá-los
- Parceiro que não divulga: combine datas e quantidades de posts por escrito e acompanhe.
- Atraso na entrega de um dos lados: o cliente culpa quem vendeu. Tenha estoque do produto do parceiro antes de abrir as vendas.
- Problema de qualidade: receba e confira amostras antes de lançar.
- Exposição em polêmica: se o parceiro se envolver em algo grave, você precisa ter o direito de encerrar a ação.
- Dependência: parceria é complemento, não substitui sua própria base e seus canais.
Como o Hotel das Lojas ajuda nas ações conjuntas
No Hotel das Lojas, as ferramentas para executar uma parceria já estão no painel: kits com preço e estoque próprios, compre junto, brindes por produto e por valor, cupons, cartão-presente e clientes com etiquetas e segmentos. Você não precisa de desenvolvedor para montar a ação nem para medir o resultado de cada parceiro.
Como a plataforma não cobra comissão sobre as vendas, o valor dividido com o parceiro sai apenas da margem combinada entre vocês, sem uma terceira parte levando porcentagem. E a página de campanha da parceria pode ser montada no editor visual de arrastar e soltar, com prévia no celular e agendamento para entrar no ar na data combinada.
Para lojas de café, chá e acessórios, o tema Torra para cafés especiais valoriza kits e assinaturas, um formato que combina muito com caixas de presente feitas em parceria.
Conclusão: some audiências, não custos
Parcerias entre marcas são uma forma inteligente de crescer quando o orçamento é curto: você apresenta sua loja a clientes ideais por meio de alguém em quem eles já confiam. Escolha um parceiro complementar, proponha algo concreto, combine tudo por escrito, execute com kits, cupons e brindes e meça os clientes que ficaram.
Se você quer uma loja com todas essas ferramentas no painel e sem comissão sobre as vendas, crie sua loja no Hotel das Lojas com o teste grátis de 7 dias, sem cartão de crédito, e prepare a sua primeira ação conjunta.
Perguntas frequentes
O que é cobranding?
Cobranding é quando duas marcas se unem para criar um produto, uma coleção ou uma campanha que leva o nome das duas. Cada uma empresta sua reputação e sua audiência para a outra.
Como encontrar uma marca parceira para minha loja?
Procure negócios que atendem o mesmo cliente com produtos diferentes e complementares, com tamanho e valores parecidos. Observe quem seus clientes seguem, quem aparece nas mesmas feiras e quem já compra de você.
Como dividir os resultados de uma parceria entre marcas?
Defina antes quem vende, quem entrega e como a receita será dividida. Cupons exclusivos para cada lado ajudam a saber quantas vendas cada parceiro trouxe e evitam discussão depois.
Parceria entre marcas precisa de contrato?
Para ações simples, um acordo por escrito com responsabilidades, prazos, divisão de valores e uso de imagem já ajuda muito. Para coleções e produtos conjuntos de maior valor, vale formalizar com um contrato revisado por um profissional.
Escrito por
CEO Hotel das Lojas
Marcelo Falcão é CEO do Hotel das Lojas, plataforma brasileira de lojas virtuais, e tem 13 anos de experiência com vendas pela internet e plataformas de e-commerce. Acompanha de perto o dia a dia de milhares de lojistas e escreve sobre como criar, gerenciar e fazer crescer um e-commerce: da escolha do tema à primeira venda, de pagamentos e frete a marketing, SEO e marketplaces.
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