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SEO para lojas virtuais

Links internos na loja virtual: como distribuir autoridade

Os links entre as páginas da loja definem o que o Google considera importante e o caminho que o cliente faz até a compra. Veja como planejar essa rede entre home, categorias, produtos e blog.

Lojista de decoração liga fotos de produtos com barbante vermelho em um quadro de cortiça no ateliê
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Neste artigo
  1. Como a autoridade circula pelos links internos
  2. O mapa da loja: hierarquia em três níveis
  3. Regras para escolher boas âncoras
  4. Links entre produtos: vender mais e espalhar autoridade
  5. O blog como distribuidor de autoridade
  6. A home e os banners: use a página mais forte com estratégia
  7. Auditoria de links internos: encontre páginas órfãs e becos sem saída
  8. Erros comuns com links internos
  9. Como o Hotel das Lojas facilita uma boa rede de links internos
  10. Conclusão: uma loja bem conectada vende mais

Pense na sua loja virtual como um shopping. A entrada principal recebe a maior parte do movimento, e os corredores decidem quais vitrines o visitante vai ver. Se uma loja fica no fim de um corredor sem saída, ela quase não recebe gente, por melhor que seja. Na internet, esses corredores são os links internos: os links que levam de uma página da sua loja para outra. Eles definem o caminho do cliente e também o caminho da autoridade que o Google atribui a cada página.

Aqui no Hotel das Lojas vemos muito lojista investir em conteúdo, fotos e anúncios e deixar a rede de links ao acaso. O resultado aparece de dois jeitos: produtos ótimos que ninguém encontra e páginas fortes, como a home e os posts mais lidos, que não repassam a força que têm para as páginas que realmente vendem.

Neste artigo, você vai entender como a autoridade flui entre as páginas, desenhar o mapa de links da sua loja, escolher boas âncoras, conectar o blog aos produtos e fazer uma auditoria para encontrar páginas órfãs. Vou usar como exemplo uma loja de casa e decoração, mas a lógica vale para qualquer ramo.

Cada página da loja tem uma certa força aos olhos do Google, construída por links externos, histórico e relevância. A página inicial costuma ser a mais forte, porque é a que mais recebe links de outros sites. Quando ela linka para uma categoria, parte dessa força é repassada. Quando a categoria linka para os produtos, a força segue adiante.

Três princípios guiam esse fluxo:

  • Páginas com mais links internos recebidos tendem a ser vistas como mais importantes. Se o produto carro-chefe só aparece na página três da categoria, o recado para o Google é que ele não importa.
  • A distância conta. Páginas a um ou dois cliques da home são encontradas e revisitadas com mais frequência do que as que estão a cinco cliques.
  • O contexto conta. Um link dentro de um texto relevante, com âncora descritiva, transmite mais significado do que um link perdido em uma lista longa de rodapé.

O mapa da loja: hierarquia em três níveis

Antes de sair colocando links, desenhe a hierarquia. Para a maioria das lojas, três níveis resolvem:

NívelPáginasRecebem links deEnviam links para
1Página inicialTodas as páginas, pelo logotipoCategorias principais, campanhas e destaques
2Categorias e subcategoriasMenu, home, produtos e blogProdutos, subcategorias e categorias irmãs
3ProdutosCategorias, outros produtos e blogCategoria de origem, produtos relacionados e conteúdo de apoio
ApoioBlog e páginas institucionaisMenu ou rodapé, produtos e outros postsCategorias e produtos citados no texto

No exemplo da loja de decoração: a home linka Sala, Quarto, Cozinha e Iluminação. A categoria Sala linka Tapetes, Almofadas e Mesas de centro. Cada tapete linka de volta para Tapetes e para almofadas que combinam. E o post "Como escolher o tapete ideal para a sala" linka a categoria Tapetes e três modelos específicos.

O menu é o esqueleto

O menu aparece em todas as páginas, então ele define os links mais repetidos da loja. Coloque nele as categorias que você quer fortalecer, com nomes que as pessoas buscam. Menus com dois níveis e itens bem escolhidos funcionam melhor do que menus gigantes, que diluem a força entre dezenas de destinos. No Hotel das Lojas, você ajusta menu e rodapé em logotipo, cores, menu e rodapé.

Regras para escolher boas âncoras

A âncora é o texto clicável do link. Ela diz ao leitor e ao Google o que existe do outro lado. Compare:

  • Clique aqui para ver nossos tapetes: não descreve nada.
  • Veja nossos tapetes para sala: descreve o destino.
  • Confira o guia de tamanhos de tapete para sala pequena: descreve com precisão um conteúdo específico.

Algumas regras práticas:

  1. Descreva o destino com duas a seis palavras.
  2. Varie naturalmente: tapetes para sala, tapetes de sala, modelos de tapete. Repetir sempre a mesma expressão exata soa artificial.
  3. Não use a mesma âncora para destinos diferentes. Se "tapetes para sala" aponta para a categoria, não use o mesmo texto para um produto.
  4. Integre ao texto: o link deve fazer sentido na frase, e não estar ali só para existir.

A página de produto é onde o cliente decide. Links nela devem ajudar a decisão e aumentar o pedido, e não distrair.

Produtos relacionados e complementares

Mostre produtos que combinam com o que a pessoa está vendo: a almofada que combina com o sofá, a cúpula que serve no abajur. Além de aumentar o ticket médio, esses links criam caminhos entre produtos que dificilmente se encontrariam de outra forma. O aplicativo compre junto com desconto transforma essa ligação em oferta, com desconto ou frete grátis para quem leva os itens combinados.

Links na descrição

Na descrição, cite com link o que complementa a compra: "Para proteger o tapete do piso frio, veja nossas bases antiderrapantes." Um ou dois links contextuais por descrição são suficientes.

O caminho de volta

Todo produto deve permitir voltar à categoria de origem, normalmente pelo caminho de navegação no topo da página (Início, Sala, Tapetes). Esse recurso, chamado de breadcrumb, ajuda o cliente perdido e reforça a hierarquia para o Google.

O blog como distribuidor de autoridade

Posts de blog costumam receber links de outros sites e visitas pelo Google com muito mais facilidade do que páginas de produto. Por isso, eles são ótimos distribuidores de autoridade, desde que linkem para onde a venda acontece.

  1. Escolha o destino antes de escrever. Todo post deve ter uma categoria principal ou um grupo de produtos que ele vai fortalecer.
  2. Linke a categoria no primeiro terço do texto, quando o assunto aparece naturalmente.
  3. Cite produtos específicos onde fizer sentido, como exemplos práticos do que o texto explica.
  4. Ligue posts entre si: o guia de tapetes linka o post de cores de almofadas, e vice-versa.
  5. Volte aos posts antigos quando publicar um conteúdo novo e acrescente um link para ele.
  6. Linke do produto para o post quando o conteúdo ajudar a decidir, como um guia de medidas.

No Hotel das Lojas, o blog da loja fica no mesmo domínio da vitrine, e as páginas do blog no editor visual permitem incluir vitrines de produtos dentro da página do post, criando uma ponte direta entre o conteúdo e a compra.

Dica de especialista: abra o relatório de páginas mais visitadas do blog e confira se cada um dos cinco primeiros posts tem pelo menos um link para uma categoria e dois para produtos. Esse ajuste de meia hora costuma ser a melhoria de links internos com melhor retorno da loja.

A home e os banners: use a página mais forte com estratégia

A página inicial é a que mais tem força para repassar. Use cada bloco com intenção:

  • Banners devem levar a categorias ou campanhas, e não a produtos que podem esgotar amanhã.
  • Vitrines de produtos devem destacar o que você quer vender e fortalecer, como lançamentos e mais vendidos.
  • Blocos de categorias com imagem e nome ajudam o cliente e reforçam as páginas de nível 2.
  • Um bloco de conteúdo, com os últimos posts, mantém o blog conectado à página mais forte da loja.

Os tutoriais de como montar a página inicial e de banners em destaque no topo mostram como organizar esses blocos e para onde cada um aponta.

Uma vez por trimestre, faça uma revisão. Você não precisa de ferramenta paga para começar:

  1. Liste os vinte produtos que mais faturam e confira, para cada um, de quantos lugares ele recebe link: categoria, home, blog, outros produtos.
  2. Procure produtos sem categoria ou em categorias que não estão no menu. São fortes candidatos a páginas órfãs.
  3. Verifique os posts do blog: algum termina sem nenhum link para produto ou categoria? É um beco sem saída.
  4. Teste a profundidade: a partir da home, quantos cliques você precisa para chegar ao produto mais vendido? Mais de três é sinal de alerta.
  5. Confira links quebrados, como banners que apontam para campanhas encerradas e produtos excluídos citados em posts.
  6. No Search Console, o relatório de links mostra quais páginas recebem mais links internos. Compare com a lista do que mais vende.

Um exemplo fictício: uma loja de decoração descobriu que a categoria de luminárias, a de maior margem, recebia menos links internos do que a de capas de almofada. Ela passou a destacar luminárias na home, acrescentou links nos três posts mais lidos sobre iluminação e criou um bloco de compre junto entre abajures e cúpulas. Em poucos meses, a categoria subiu na busca e passou a aparecer em consultas que antes nem alcançava.

Alguns erros aparecem em quase toda auditoria que fazemos. Vale conferir se a sua loja tem algum deles:

  • Rodapé com dezenas de links para todas as subcategorias, cidades e termos de busca. Além de confuso para o cliente, dilui a força dos links e tem cara de manipulação.
  • Banners apontando para campanhas encerradas, levando o cliente a páginas vazias ou a produtos esgotados.
  • Links para endereços com filtros em vez da categoria limpa, espalhando força entre versões repetidas da mesma lista.
  • Posts do blog que linkam apenas outros posts, sem nunca chegar a uma categoria ou produto.
  • Mudança de nome de categoria sem atualizar os links antigos nos posts e banners.
  • Excesso de links na mesma página, a ponto de o leitor não saber qual caminho seguir.

A boa notícia é que todos esses erros se corrigem dentro do painel, sem depender de ninguém. Comece pelos que afetam as páginas mais visitadas e avance aos poucos.

No Hotel das Lojas, a estrutura que sustenta os links internos já vem pronta para você organizar: categorias e subcategorias no menu, caminho de navegação nos produtos, blog integrado no mesmo domínio e um editor visual em que cada banner, vitrine e bloco aponta para onde você escolher.

O editor de arrastar e soltar ainda oferece seções prontas e teste A/B de blocos, para você comparar, por exemplo, uma home com blocos de categorias e outra com vitrines de produtos e ver qual leva mais clientes até a compra. Os aplicativos de vendas, como compre junto e brindes, criam conexões entre produtos que também ajudam no ticket médio. Veja tudo na página de recursos da plataforma.

Para lojas de casa e decoração, o tema Habitat para móveis e design autoral organiza ambientes e categorias de forma visual, o que facilita criar caminhos claros entre sala, quarto, iluminação e decoração.

Conclusão: uma loja bem conectada vende mais

Links internos são a forma mais barata de melhorar o SEO de uma loja virtual, porque dependem só de você. Uma hierarquia clara, âncoras descritivas, produtos conectados entre si, um blog que aponta para onde a venda acontece e uma auditoria periódica fazem a autoridade chegar às páginas certas, e os clientes também.

Se você quer uma loja com menu, categorias, blog e editor visual prontos para criar essa rede, crie a sua loja no Hotel das Lojas e teste grátis por 7 dias, sem cartão de crédito. Depois, é um plano único de R$ 59,90 por mês, com produtos ilimitados e sem comissão sobre as vendas.

Perguntas frequentes

O que são links internos?

São links que apontam de uma página do seu site para outra página do mesmo site, como do post do blog para uma categoria ou de um produto para outro relacionado. Eles ajudam o cliente a navegar e mostram ao Google quais páginas são mais importantes.

Quantos links internos colocar em uma página?

Não há número fixo. O importante é que cada link seja útil para quem está lendo. Em um post de blog, de três a oito links contextuais costumam funcionar bem; em uma página de produto, links para a categoria, produtos relacionados e conteúdo de apoio bastam.

O que é página órfã?

É uma página que não recebe nenhum link interno, como um produto que não está em categoria nenhuma nem é citado em outra página. O Google tem dificuldade de encontrá-la e de entender sua importância, e o cliente praticamente não chega até ela.

Qual texto usar no link interno?

Use uma âncora descritiva, que diga o que o leitor encontrará ao clicar, como guia de tapetes para sala pequena. Evite clique aqui e saiba mais, e varie as âncoras naturalmente em vez de repetir sempre a mesma palavra-chave exata.

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Marcelo Falcão, CEO Hotel das Lojas

Escrito por

CEO Hotel das Lojas

Marcelo Falcão é CEO do Hotel das Lojas, plataforma brasileira de lojas virtuais, e tem 13 anos de experiência com vendas pela internet e plataformas de e-commerce. Acompanha de perto o dia a dia de milhares de lojistas e escreve sobre como criar, gerenciar e fazer crescer um e-commerce: da escolha do tema à primeira venda, de pagamentos e frete a marketing, SEO e marketplaces.

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