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Marketing digital

Funil de vendas no e-commerce: etapas e ações para cada uma

Topo, meio e fundo do funil aplicados a uma loja online de verdade. Veja as ações e métricas de cada etapa e aprenda a encontrar onde a sua loja está perdendo vendas.

Dono de pet shop e funcionária analisando gráficos impressos no balcão com um cachorro sentado ao lado
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Neste artigo
  1. As etapas do funil de vendas em uma loja virtual
  2. O funil traduzido em números
  3. Topo do funil: ser descoberto pelas pessoas certas
  4. Meio do funil: ajudar a escolher
  5. Fundo do funil: tirar os obstáculos da compra
  6. Pós-compra: o funil não termina no pedido
  7. Como encontrar o gargalo do seu funil em 5 passos
  8. Erros comuns ao trabalhar o funil de vendas
  9. O funil de vendas completo dentro do Hotel das Lojas
  10. Conclusão: conserte o funil antes de encher

Todo lojista já ouviu falar em funil de vendas, mas pouca gente usa o conceito para tomar decisões no dia a dia da loja. Na prática, o funil é um mapa: mostra por onde as pessoas entram, em que ponto desistem e o que leva algumas delas até o pedido finalizado. Quando você enxerga esse caminho, para de investir às cegas e começa a consertar o que de fato está travando as vendas.

O erro mais comum é tratar todo problema como falta de tráfego. A loja vende pouco, então o lojista coloca mais dinheiro em anúncio. Só que, se o gargalo está no checkout ou na página do produto, mais tráfego significa apenas mais gente desistindo no mesmo lugar, com mais custo. O funil mostra se o problema é trazer gente ou converter quem já veio.

Neste artigo vou percorrer cada etapa do funil aplicada a uma loja online de verdade, com ações concretas, métricas para acompanhar e um método para encontrar o gargalo da sua loja. Para deixar tudo tangível, vou usar como exemplo uma loja de produtos para pets.

As etapas do funil de vendas em uma loja virtual

O modelo clássico tem três etapas, e no e-commerce vale acrescentar uma quarta:

  • Topo (descoberta): a pessoa ainda não conhece a loja, ou nem sabe que precisa do produto.
  • Meio (consideração): ela conhece a loja e está avaliando produtos, preços e condições.
  • Fundo (decisão): ela escolheu o produto e está decidindo se compra, quando e onde.
  • Pós-compra (recompra): já é cliente e pode voltar a comprar e indicar a loja.

Na loja de produtos para pets, uma tutora que vê um vídeo sobre brinquedos para cães ansiosos está no topo. Quando ela entra na loja e compara três brinquedos interativos, está no meio. Quando coloca um deles no carrinho e calcula o frete, chegou ao fundo. E quando recebe o lembrete de reposição de petiscos um mês depois, está no pós-compra.

O funil traduzido em números

Cada etapa deixa rastros que você consegue medir. Veja um exemplo ilustrativo de um mês da loja de pets, com números fictícios apenas para mostrar o raciocínio:

EtapaEventoQuantidadeTaxa de passagem
TopoVisitas à loja10.000-
MeioVisitas com produto visto5.50055%
MeioAdições ao carrinho70012,7%
FundoCheckouts iniciados42060%
FundoPedidos pagos15035,7%
Pós-compraClientes que voltaram em 90 dias3322%

Olhando a tabela, a queda mais preocupante está entre checkout iniciado e pedido pago: de cada três pessoas que chegam ao pagamento, quase duas desistem. Antes de gastar mais em anúncio, essa loja precisa investigar frete, formas de pagamento e confiança no checkout. Esse é o poder do funil: ele aponta onde mexer primeiro.

Topo do funil: ser descoberto pelas pessoas certas

No topo, o objetivo é atrair pessoas com potencial de compra, não qualquer pessoa. Mil visitas de quem nunca teve um animal valem menos do que cem visitas de tutores de gatos.

Ações de topo de funil

  • Conteúdo que responde dúvidas: artigos no blog como “como escolher arranhador para gato de apartamento” atraem exatamente o público certo pelo Google.
  • Vídeos curtos nas redes: o produto resolvendo um problema real, como o comedouro lento acabando com a ansiedade na hora de comer.
  • Anúncios de descoberta: campanhas no Instagram, no TikTok e no YouTube para públicos com interesse em pets.
  • Marketplaces: presença no Mercado Livre e na Shopee para ser encontrado por quem busca lá.
  • Parcerias locais: veterinários, adestradores e ONGs da região que indicam a loja.

Métricas do topo: visitas, novos visitantes, alcance, custo por clique e a origem do tráfego. Um canal que traz muitas visitas e pouquíssimos produtos vistos está trazendo o público errado.

Meio do funil: ajudar a escolher

No meio, a pessoa está comparando. O trabalho da loja é facilitar a escolha e construir confiança. É aqui que muitas lojas perdem gente sem perceber, com páginas de produto pobres e navegação confusa.

Ações de meio de funil

  1. Categorias claras: organize por espécie, porte e necessidade (cães pequenos, gatos filhotes, higiene, passeio). O cliente precisa achar em dois cliques.
  2. Páginas de produto completas: fotos do produto em uso, medidas, material, para qual porte serve, como limpar.
  3. Avaliações e perguntas: comentários de outros tutores eliminam a dúvida que o texto não resolve.
  4. Comparação facilitada: abas com tabela de medidas ou de indicações para cada porte.
  5. Lista de desejos: quem ainda não vai comprar pode salvar e voltar depois.
  6. Remarketing: anúncios para quem viu produtos e saiu, lembrando o que foi visto.

Métricas do meio: páginas de produto por visita, taxa de adição ao carrinho, tempo na página do produto e uso da busca interna. Se muita gente vê produto e pouca adiciona ao carrinho, o problema costuma ser preço, informação insuficiente ou falta de prova social.

Dica de especialista: leia as perguntas que os clientes fazem no WhatsApp e no Instagram e transforme as mais frequentes em informação fixa na página do produto. Cada dúvida que você responde antes de ser perguntada é uma desistência a menos no meio do funil.

Fundo do funil: tirar os obstáculos da compra

No fundo, a pessoa quer comprar. Qualquer atrito agora custa caro: frete alto que aparece de surpresa, cadastro longo, cartão recusado, falta de Pix, dúvida sobre troca.

Ações de fundo de funil

  • Frete calculado na página do produto, antes do carrinho, para eliminar surpresa.
  • Frete grátis acima de um valor, que também empurra o ticket médio para cima.
  • Pagamentos variados: Pix com desconto, cartão parcelado e boleto, com mais de um meio de pagamento se fizer sentido.
  • Checkout curto e responsivo, testado no seu próprio celular.
  • Selos e políticas visíveis: troca, segurança, prazos.
  • Recuperação de carrinho: lembrete automático por e-mail e contato pelo WhatsApp nos carrinhos de valor alto.
  • Compre junto: sugestão de produto complementar com desconto, como a guia que combina com a coleira.

Métricas do fundo: taxa de início de checkout, taxa de conclusão do checkout, carrinhos abandonados e pedidos não pagos. Na sua loja do Hotel das Lojas, a lista de carrinhos abandonados e as situações dos pedidos ajudam a ver exatamente onde a compra parou.

Pós-compra: o funil não termina no pedido

Para uma loja de pets, o pós-compra é uma mina. Ração, areia, tapete higiênico e petiscos são comprados de novo todo mês. Ignorar essa etapa é desperdiçar o cliente mais barato que existe: o que já confia em você.

  • Pedido acompanhado com rastreio e avisos por e-mail a cada etapa.
  • Pedido de avaliação alguns dias depois da entrega.
  • Lembrete de reposição no tempo certo de cada produto.
  • Cashback para usar na próxima compra, com prazo.
  • Etiquetas no cadastro do cliente, como “tutor de gato”, para ofertas segmentadas.

Métricas do pós-compra: taxa de recompra, intervalo médio entre compras, avaliações recebidas e valor gasto por cliente ao longo do tempo.

Como encontrar o gargalo do seu funil em 5 passos

  1. Escolha um período estável, como os últimos 30 dias, fora de datas promocionais atípicas.
  2. Levante os números de cada etapa com o Google Analytics e os relatórios da loja: visitas, produtos vistos, carrinhos, checkouts, pedidos pagos e recompras.
  3. Calcule as taxas de passagem entre cada etapa, como na tabela de exemplo.
  4. Compare com o seu próprio histórico e com o que é razoável para o seu tipo de produto. A queda mais anormal é o gargalo.
  5. Ataque um gargalo por vez, faça uma mudança, espere dados suficientes e meça de novo.

Mudar tudo ao mesmo tempo parece eficiente, mas impede de saber o que funcionou. Um gargalo resolvido por mês já transforma o resultado da loja ao longo do ano.

Exemplo: atacando o gargalo do checkout na loja de pets

Voltando à tabela do início, a loja de pets descobriu que perdia quase dois terços das pessoas entre o checkout iniciado e o pedido pago. Em vez de mexer em tudo, o dono listou as hipóteses mais prováveis e testou uma por vez. Primeiro, olhou os pedidos não pagos: muitos eram boletos gerados e esquecidos. Em seguida, percebeu que o frete só aparecia no checkout e assustava quem comprava um único saco de ração.

As mudanças vieram em sequência. No primeiro mês, ativou o Pix com QR Code no checkout com um pequeno desconto, o que reduziu os boletos esquecidos, já que o pagamento passou a ser imediato. No segundo, levou o cálculo do frete para a página do produto e criou frete grátis acima de um valor na sua região, o que fez muita gente levar petiscos junto com a ração para alcançar o mínimo. No terceiro, passou a contatar pelo WhatsApp os carrinhos de valor mais alto. A cada mês, comparou a taxa de conclusão do checkout com a do mês anterior. Os números aqui são apenas ilustrativos, mas o método é o que importa: hipótese, mudança única, medição e próxima hipótese.

Erros comuns ao trabalhar o funil de vendas

  • Investir só no topo. Mais tráfego em um funil furado é desperdício.
  • Mesma mensagem para todas as etapas. Oferecer cupom para quem nunca ouviu falar da loja e conteúdo genérico para quem está no checkout.
  • Esquecer o pós-compra. Tratar cada venda como a última, sem plano de recompra.
  • Medir por sensação. “Acho que o checkout está bom” não é diagnóstico; os números dizem.

O funil de vendas completo dentro do Hotel das Lojas

O Hotel das Lojas tem ferramentas para cada etapa, no mesmo painel. No topo, você conta com o blog da loja para atrair visitas pelo Google, integrações com marketplaces e pixels de anúncio ativados por aplicativo. No meio, páginas de produto com variações, fotos otimizadas automaticamente, avaliações e perguntas de clientes, além de aplicativos como abas na página do produto e lista de desejos.

No fundo do funil, a loja oferece frete por CEP, frete grátis por região, Pix, cartão e boleto com vários meios de pagamento, compre junto, promoções automáticas e lembrete de carrinho abandonado. No pós-compra, pedidos com etapas, rastreio, cliente avisado por e-mail, cashback e clientes com etiquetas e segmentos. O painel reúne faturamento, pedidos, ticket médio e relatórios; o tutorial da tela Início do painel mostra onde acompanhar cada número, e o de situações do pedido ajuda a entender onde cada compra está.

Para lojas de pets, o tema Focinho organiza categorias por espécie e necessidade, deixando o meio do funil muito mais fácil de navegar. Para conectar as ferramentas de análise, o aplicativo do Google Analytics 4 mostra a origem do tráfego e o caminho dos visitantes.

Conclusão: conserte o funil antes de encher

O funil de vendas é a ferramenta mais simples para decidir onde colocar tempo e dinheiro na loja. Topo atrai as pessoas certas, meio ajuda a escolher, fundo tira os obstáculos e pós-compra transforma comprador em cliente fiel. Medindo as passagens entre as etapas, você encontra o gargalo e resolve um de cada vez.

Se você quer uma loja com todas essas etapas cobertas desde o primeiro dia, crie sua loja no Hotel das Lojas com teste grátis de 7 dias, sem cartão de crédito, e comece a enxergar o seu funil com clareza.

Perguntas frequentes

O que é funil de vendas no e-commerce?

É a representação das etapas que uma pessoa percorre desde que conhece a loja até comprar e voltar a comprar. Cada etapa tem objetivos, ações e métricas próprias, e analisar o funil mostra em que ponto a loja está perdendo clientes.

Quais são as etapas do funil de vendas?

As mais usadas são topo (descoberta), meio (consideração) e fundo (decisão). Para lojas virtuais, vale acrescentar uma quarta etapa de pós-compra e recompra, onde está boa parte do lucro.

Como saber em qual etapa do funil a loja tem problema?

Compare as taxas de passagem entre as etapas: visitas para produto visto, produto visto para carrinho, carrinho para checkout e checkout para compra. A etapa com a maior queda em relação ao esperado é o gargalo a atacar primeiro.

Funil de vendas serve para loja pequena?

Serve, e ajuda muito a priorizar. Com pouco tempo e verba, a loja pequena precisa saber se deve investir em atrair mais gente ou em converter melhor quem já chega. O funil responde a essa pergunta.

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Marcelo Falcão, CEO Hotel das Lojas

Escrito por

CEO Hotel das Lojas

Marcelo Falcão é CEO do Hotel das Lojas, plataforma brasileira de lojas virtuais. Acompanha de perto o dia a dia de milhares de lojistas e escreve sobre como criar, gerenciar e fazer crescer um e-commerce: da escolha do tema à primeira venda, de pagamentos e frete a marketing, SEO e marketplaces.

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